terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Análise de solo laboratorial" - Rodrigo Sassi

A Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma convida para a abertura da exposição


“Análise de solo laboratorial

Rodrigo Sassi (São Paulo/SP)

Abertura: 10/11, às 20h


Análise de solo laboratorial é um site-specific desenvolvido para o espaço da Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma, que consiste na simulação de uma experiência no espaço arquitetônico, onde líquidos de distintas colorações e densidades movimentam-se gotejando e brotando do chão do laboratório. Com saídas das torneiras do espaço, mangueiras dispostas ao redor do laboratório “criam” um fluxo de cores que desenham o espaço, levando e trazendo cores de dentro das paredes do para o chão.

Da inversão do papel originário do laboratório, que inicialmente atuava como centro de analise de solo, o trabalho se apresenta de forma cíclica, expondo o espaço de maneira passiva e suscetível a ações e intervenções externas.







Rodrigo Sassi (São Paulo/SP, 1981) é bacharel em artes visuais pela FAAP desde 2005 e atua como artista e pesquisador em intervenções urbanas. Fez parte do grupo de pesquisa Arte & Meios tecnológicos da FASM coordenado pela critica e curadora Christine Mello e em 2008 iniciou sua pesquisa em Londres nas interfaces; intervenções, arte independente e coletivos, sendo esta sua área de principal interesse ao lado de sua produção em escultura e instalação.


Visitação até 20 de Dezembro de 2011.

Mais informações e visitas mediadas:
(48) 3445-8840 / 3445-8841 / 3445-8842
galeriadeartefcc@gmail.com
www.galeriafcc.blogspot.com


LABORATÓRIO

Galeria de Arte Contemporânea

Fundação Cultural de Criciúma
Centro Cultural Jorge Zanatta
Rua Cel. Pedro Benedet, 269
Centro - Criciúma/SC



Realização:

Fundação Cultural de Criciúma

Governo do Município de Criciúma


Apoio:

Kasburg & Vargas

Vitivinicola Urussanga

Souratur Palace Hotel

Ouro Negro Transportes

Restaurante Eliza

Restaurante Coliseum


Exposição "memória pele" - TiroTTi

A Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma convida para a abertura da exposição


“memória pele”

TiroTTi (Joinville/SC)

Abertura: 10/11, às 20h


memória pele: a precariedade da imagem

Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista. Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.
(Murilo Rubião)


O entorno de Tirotti vai até onde alcança o olho, a lente, a luz. Faz fronteira com o invisível, perde-se bem ali onde nada se vê e, neste limite, inventa-se através da recriação da imagem. Seu horizonte visual expande-se nesta memória pele: ao editar vídeos de trabalhos anteriores e imprimir instantes dessas obras em papel de arroz, o artista invade um território onde a matéria, o espaço e o tempo perdem qualquer vínculo entre si, forçando o olhar a reconhecer não só o esgotamento das formas tradicionais de representação, mas principalmente a beleza e o sentido que emergem dessa imagem tensa.

O que vemos em memória pele não se restringe a uma retrospectiva ou uma proposta de Tirotti para que dediquemos atenção especial ao seu próprio arquivo. É, ao contrário, uma atitude poética dinâmica, típica dos deslocamentos contemporâneos, onde o artista torna-se curador que arranja e projeta olhares sobre um acervo, mas também torna-se crítico para refletir sobre o estatuto da imagem, das suas formas de exposição e consumo; sobre a matéria bruta e o produto acabado da própria arte.

Em vídeo, recorrer ao arquivo significa enfatizar, destacar e dar visibilidade aos frames mais relevantes. Tirotti, em memória pele, faz o oposto: devolve à imagem sua condição fugaz, seu vínculo singular com a realidade; torna-a efêmera, frágil, à beira do desaparecimento – porque somente a imagem recorrente fixa-se na memória. Ao oferecer esses mesmos frames impressos em diáfano e comestível papel para que sejam devorados pelo público, o artista leva tal vulnerabilidade estética às últimas conseqüências, sugerindo uma reflexão radical sobre o modo como absorvemos a arte na vida cotidiana, na cultura e nos fluxos da realidade.

Afinal, que imagem é essa de que é feita a arte de hoje? É substância, sensação e concretude definitivamente precárias, cada vez mais incapazes de representação. No limite desse esforço, essa imagem torna-se também abstração, fugacidade, conceito – e é nesse impreciso limiar entre pele e memória que Tirotti situa sua produção, suas inquietações artísticas.

Gleber Pieniz

Jornalista e crítico












Tirotti (São Paulo/SP, 1957) é designer, artista do vídeo, diretor de arte e professor. Tem graduação em Desenho Industrial pela FAAP (1986) e mestrado em Design pela UFSC (2003). Dirigiu, entre outros, os vídeos Degraus do tempo (2001), Escada do tempo (2004), Estrabismo (2005) e o documentário Fritz Alt, um homem e seu mundo (2006). Seus trabalhos com videoarte e instalações participam regularmente de exposições individuais e coletivas em Santa Catarina, com destaque para os prêmios no Salão dos Novos de Joinville (1998), no Salão Blausiegel de Arte (Florianópolis, 2001) e no Salão de Artes de Itajaí (2003). Tirotti é radicado em Joinville desde 1993 onde assumiu, entre outros cargos, a presidência da Associação de Artistas Plásticos (AAPLAJ) e, desde 2009, a direção da Galeria Municipal de Artes Victor Kursancew. memória pele é sua primeira exposição em Criciúma.


Visitação até 20 de Dezembro de 2011.

Mais informações e visitas mediadas:
(48) 3445-8840 / 3445-8841 / 3445-8842
galeriadeartefcc@gmail.com
www.galeriafcc.blogspot.com

Galeria de Arte Contemporânea

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Rua Cel. Pedro Benedet, 269
Centro - Criciúma/SC


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Visitas nas exposições "Interferências entre transposições" e "Individualcoletivo""

A Galeria de Arte Contemporânea da FCC recebeu o grupo de acadêmicas do Curso de Artes Visuais da UNESC, para estágio durante as exposições "Interferências entre transposições" - do artista Ricardo Mello - e "Individualcoletivo" - do artista Diego de los Campos.

Durante o periodo das exposições as acadêmicas desenvolveram, junto a equipe da Galeria de Arte, mediações e oficinas com os grupos que visitaram o espaço.









Gostariamos de deixar registrado aqui nossos agradecimentos as estágiárias Paola, Paula, Fran e Keli, e tambéns aos queridos Diego de los Campos e Ricardo Mello.

Laboratório com Diego de los Campos

Durante os dias 10 e 11 de setembro, no LABORATÓRIO da Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma, aconteceu o laboratório de criação com o artista Diego de los Campos.




















Todo o material produzido nos dois dias de Laboratório (como desenhos, roteiros, notas e etc) foram exibidos na exposição!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

“Interferências entre transposições” Ricardo Mello

A Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma convida para a abertura da Exposição, selecionada pelo Edital 2001 de Exposições Temporárias da Galeria de Arte Contemporânea da FCC



Interferências entre transposições”

Ricardo Mello (Pelotas/RS)



Abertura: 12/09, às 20h







Interferências entre transposições”



Meu intuito principal aqui é efetuar de forma crítica e sistemática determinadas transposições imagéticas entre o vídeo, a foto e, seu destino final, a pintura. Transposições essas que trazem implicações semânticas evidenciadas pelo crescente distanciamento perceptivo em relação ao referente que é representado: a pessoa e a cena que figuram na imagem inicial do processo. Busco ainda explorar noções de percepção da realidade nos entremeios dessa série de mídias.

Para isto, constitui inicialmente uma extensa série de imagens apropriadas de cenas cinematográficas, fotografadas unicamente diante de uma tela de televisão. Essa série acabou por dar origem a uma instalação intitulada “arquivamento”.

As fotografias recortam um pedaço no campo total da cena original. Viso assim também alcançar uma dissociação entre memória e imagem através da utilização de filmes que tem como característica principal um certo anonimato, cujas imagens tem chances remotas de serem identificadas.

O objetivo principal dessa longa série de captações fotográficas é o de instituir um arquivo para posteriores transposições pictóricas executadas através de um minucioso trabalho manual, utilizando-se uma técnica advinda do movimento do Hiper-Realismo. Como no caso dos pintores hiper-realistas, meu processo pictórico amplia exageradamente o recorte fotográfico da imagem original, copiando-o meticulosamente sobre a superfície branca do suporte pictórico, pixel a pixel, e salientando desse modo na pintura as interferências dos meios videográfico e fotográfico sobre a referência imagética inicial.

Ao empregar essa prática específica de trabalho (no ínterim de um processo laborioso que leva, literalmente, centenas de horas), procuro retomar aqui alguns preceitos essenciais do movimento hiper-realista: a elaboração exagerada dos parâmetros e códigos de representação de outro(s) meio(s) na pintura, o interesse focado no processo e o meio pictórico como uma nova variação do objeto apropriado. Trata-se de um processo demorado que para ser concluído levou 424 horas na pintura “imersão noturna #053 (424 horas)”, e 246 horas na pintura “imersão noturna #061 (246 horas)”. O fato de eu anotar e contar o tempo de trabalho não deixa de ser também um aspecto revelador da importância do processo nesse trabalho.

Os títulos de cada uma das duas pinturas que apresento (“imersão noturna”) sugerem o fato de a imagem cinematográfica ter sido utilizada como tema para uma imersão visual. A imersão nesse caso trata-se justamente do momento de captação fotográfica da imagem frente a uma tela da televisão.

De modo que de um meio para outro a noção de realidade volatiliza-se, pois a imagem não é mais aquela criada pelo registro fotográfico da emanação do referente, mas pela mão do pintor que copia de modo extremamente fiel a codificação visual fotográfica. Instaura-se dessa maneira, como escreve Gerhard Richter em relação às suas pinturas de fotos, “uma espacialidade especial, que resulta da penetração e da tensão entre o apresentado e o espaço do quadro”.

Ricardo Mello





Ricardo Mello (Santiago-RS, 1980) é doutorando em Artes Visuais (ênfase em Poéticas Visuais) pelo Instituto de Artes da UFRGS, orientado pela Prof.ª Drª. Icléia Cattani. É Professor Assistente do Instituto de Artes e Design da UFPel. Em 2002, obteve menção especial no 59º Salão Paranaense. Em 2006, em Porto Alegre, apresentou individual na Galeria de Arte do DMAE. Em 2008, também na capital gaúcha, participou da coletiva Apropriações Contemporâneas na Fundação Ecarta e apresentou no Instituto Goethe a individual Pinturas. No mesmo ano foi selecionado pelo Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 do Instituto Itaú Cultural, tendo exposto através deste em 2009 nas cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.



Visitação até 28 de Outubro de 2011.

Mais informações e visitas mediadas:
(48) 3445-8840 / 3445-8841 / 3445-8842
galeriadeartefcc@gmail.com
www.galeriafcc.blogspot.com



Galeria de Arte Contemporânea

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Rua Cel. Pedro Benedet, 269
Centro - Criciúma/SC





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“Individualcoletivo” Diego de los Campos

A Galeria de Arte Contemporânea da Fundação Cultural de Criciúma convida para exposição


Individualcoletivo”

Diego de los Campos (Florianópolis/SC)


Abertura: 12/09, às 20h



Individualcoletivo

Sobre o espírito das coisas, sobre os objetos de nosso entorno e seu uso, mas sobre todo, sobre seu desuso. A vida cada vez mais artificial e o artificial cada vez mais vivo. Amuletos tecnológicos acariciados interpretam gestos. Comunicação versus solidão. Frente ao uso individual das coisas, no seu descarte está o problema coletivo. Temos em mãos, roubados, pequenos pedaços de futuro. Que devemos fazer com eles? Sim, sim, podemos ficar tranquilos: as coisas não sentem! Porém são feitas da energia das mãos de quem montou, da cabeça de quem desenhou, dos minérios do subsolo que derreteu, da água que irrigou, ou em determinado momento esfriou, etc, etc.

Proponho aqui um exercício: reciclar o desejo. Descer ao lugar das coisas. Substituir aquele objeto de desejo, por um possível desejo do objeto.

Diego de los Campos


Diego de los Campos nasceu em Montevidéu, Uruguai em 1971. Em 1997 forma-se em pintura e desenho pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade da República, Uruguai. A partir de 1993 participa de diversas exposições individuais e coletivas como a Exposição do Prêmio Centenário Bienal de Arte de Veneza, em 1994, organizada pelo Museu de Arte Contemporânea e a Exposição United Airlines, em 1996, no Museu de Arte Americana de Maldonado - Punta del Este. Morando em Florianópolis desde 1999 expõe individualmente varias vezes dentre a que destaca na Casa de Cultura Estácio de Sá com "Desenhos de Não-eu", “SoundSet” no Museu da Imagem e do Som e “Simpatia” no Museu Victor Meirelles em Florianópolis. Desde 2010 participa de salões de arte contemporânea com trabalhos em vídeo, animação e arte sonora. Atualmente é professor no Olho Mágico e no curso de Ilustrador e de Desenho Animado do SENAC em Florianópolis.


Visitação até 28 de Outubro de 2011.

Mais informações e visitas mediadas:
(48) 3445-8840 / 3445-8841 / 3445-8842
galeriadeartefcc@gmail.com
www.galeriafcc.blogspot.com



LABORATÓRIO

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Rua Cel. Pedro Benedet, 269
Centro - Criciúma/SC





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Laboratório com Diego de los Campos

LABORATÓRIO (Oficina)

com o artista Diego de los Campos (Florianópolis/SC)


Dois dias (10 e 11/09) de troca de experiências: montagem de exposição, aula técnica [tecnologia do microcontrolador (Arduino) programação simples], prática e criação.


Dia 10/09 (sábado), das 9h às 18h

Montagem da instalação das enceradeiras, programação da conversa das enceradeiras [cada aluno ou grupo propõe e programa (não se assuste, é simples!)], debate e escolha das conversas.


Dia 11/09 (domingo), das 9h às 18h

Aula prática de stopmotion (materiais, programas e tutoriais), criação de 02 animações em stopmotion com o tema “vida ou morte dos objetos industrializados” e edição das animações.


Nota: Todo o material produzido nos dois dias de Laboratório (como desenhos, roteiros, notas e etc) serão exibidos na exposição!


Dia 12/09, às 20h

Abertura da exposição “Individualcoletivo”, com bate papo com o artista Diego de los Campos.


Os interessados devem entrar em contato com a Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma, pelo e-mail galeriadeartefcc@gmail.com ou telefone 48 3445-8840.


A Oficina é gratuita, apenas 20 vagas disponíveis (idade mínima: 15 anos).

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[Galeria de Arte Contemporânea Fundação Cultural de Criciúma] {Rua Cel. Pedro Benedet, 269 - Cep:88801-250 - Centro - Criciúma - SC} [Fone/Fax: 48 3445-8840] {e-mail: galeriadeartefcc@gmail.com}